Síndrome da distração: você é uma vítima?

Fazemos tudo ao mesmo tempo.

Enquanto caminhamos na rua, verificamos e-mails, Whatsapp e outras mensagens na internet.
Enquanto preparamos o almoço na cozinha, prestamos atenção ao resultado do jogo ou às notícias do jornal vindas da TV na sala.
Enquanto dirigimos evitando acidentes, conversamos com amigos ou com a família pelo celular.
Enquanto discutimos com nosso gerente no escritório, estamos com um olho na tela do computador enviando mensagens a clientes.
Enquanto voltamos pra casa, andamos na rua preocupados com o risco de assaltos.
Enquanto andamos na rua, atravessamos na faixa de pedestres, e mesmo assim temos medo de sermos atropelados pelo carro que avançar o sinal.

No Rio de Janeiro agora criou-se uma “nova distração”: quem estiver caminhando muito desligado pela Avenida Rio Branco, no Centro, sem olhar por onde anda, corre o risco de virar adesivo de chão se for atropelado pelo novo VLT (veículo leve sobre trilhos), que acabou de ser inaugurado.

VLT no Rio de Janeiro

Fazemos tudo ao mesmo tempo, mas não nos dedicamos direito a nenhuma tarefa.
Pior do que os riscos da vida moderna, é nem percebemos que passamos por isso.
Em alguma fase da nossa vida, sofremos com a síndrome da distração.


Até ao relaxar, não nos concentramos em uma coisa só. O descanso é mal aproveitado. Não que se deva fazer isso sempre, e se desconectar de tudo.

Você deixa de acessar a internet numa viagem de férias? (se sim, parabéns!)

Mas pode ser interessante de vez em quando soltar-se destas correntes e ver como a mente funciona melhor.

Existe esperança enquanto houver quem se preocupe em mudar isso.

Enquanto aumentar a quantidade de pessoas afetadas pela síndrome da distração, haverá cada vez menos chances de salvação.
Sabe-se lá o que acontecerá quando todos estiverem fazendo várias coisas “mais ou menos”, ao invés de uma de cada vez, e bem feita.

Antes de tudo, para algo mudar, precisamos perceber que estamos distraídos.

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1 – DESCONECTE-SE POR UM DIA… OU 30 MINUTOS
Pare por 24 horas da sua vida, e reflita: o que te distrai mais? No que vale mais a pena se ater?

Tente um exercício rápido. Escolha algo pra fazer durante meia hora. Faça SÓ aquilo, sem olhar pro smartphone, computador, tv nem nada.

Pode ficar tranquilo: nada de grave vai acontecer naqueles 30 minutos.


2 – FAÇA UMA LISTA DE TAREFAS PARA O DIA SEGUINTE

Listar o que fazer, facilita a produtividade e traz mais foco para você estar mais próximo do seu objetivo. Quando você acorda de manhã e sabe que tem mil coisas pra fazer, mas não sabe por onde começar, a tendência é que você acabe envolvido em diversas atividades que vão roubar seu tempo e energia.

Antes de dormir, faça uma lista das 5 principais coisas que você precisa fazer amanhã, pra que aquele dia valha a pena desde o minuto em que você acordar.


3 – FIQUE ATENTO A CADA MINUTO DO SEU TEMPO

Marque no relógio o tempo exato para fazer cada tarefa. Tente com pelo menos uma, pra começar.

Naquele tempo, sua mente vai se agitar, inevitavelmente, e tentar focar em outras coisas. Será angustiante, mas é normal.

Persista. Deixe a agitação vir e ir embora. Pode ser que você não consiga de primeira, mas persista.

Ao terminar o tempo marcado, pratique novamente. Depois repita a experiência com outra tarefa importante.

Você pode usar outro tipo de técnica pra te ajudar a ser mais produtivo, como a Pomodoro, onde você separa seu tempo por blocos: produz por um tempo, descansa alguns minutos, e depois repete o procedimento.

Time-on-Hand


4 – ACEITE AS DISTRAÇÕES, COM MODERAÇÃO

Não estou dizendo que distrair-se seja proibido. Você deve, sim, se permitir às distrações. Elas devem fazer parte da sua rotina, mas você precisa cuidar pra não ser dominado por elas.

Claro que você precisa do prazer das distrações, mas sentir isso o dia inteiro talvez não seja saudável.

Eu trabalho pra que, em cada dia da minha vida, eu sinta que fiz um mínimo de diferença no mundo ajudando as pessoas a estarem mais perto de onde querem chegar. Transfiro isso pra minha lista de tarefas de que falei acima, mas em certos períodos do dia me permito estar distraído, no bom sentido: lendo um livro, dando risada nas mídias sociais, jogando conversa fora com as pessoas, ou assistindo seriados de TV.

Você precisa de uma válvula de escape. Cada um tem a sua. Se você faz de tudo pra não ter uma, porque acha isso perigoso, cuidado pra não surtar.


A palavra mais útil que inventaram pra esse tipo de situação é:
TESTE.

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As dicas que eu dei acima funcionaram comigo, e pode ser que também funcionem com você; talvez não.

Experimente um dia ou dois. Se hoje não der certo, tente amanhã.

Com o tempo, os resultados positivos podem começar a aparecer.
Tudo depende de quanto você acredita no seu objetivo, e do quão persistente você é pra atingi-lo.

Sobre o autor

Marcio Coelho

Membro da Sociedade Latino Americana de Coaching, especialista em realização profissional ligada a uma vida de qualidade, escritor e palestrante. Ajudo você a conhecer a si mesmo através do hábito de escrever, para encontrar o equilíbrio entre realização profissional e vida pessoal.

2 Comentários

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  • Imagine que esse é um tema que está me chamando atenção há vários dias… Eu passava (e ainda passo) muito por isso e sei o quanto é prejudicial. Por isso ultimamente estou mais atenta ao meu comportamento e quando me dou conta de estar nessa agitação volto a atenção para o presente e, quando possível, faço uma breve meditação só para dar uma equilibrada na mente.
    Amei o artigo, e essa técnica Pomodoro me chamou muito a atenção. Vou experimentar ela.

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